Avaliação da dor que persiste por mais de três meses e plano de tratamento individual, com o Dr. Eduardo Tiburcio, médico de família no Rio de Janeiro.
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O tratamento da dor crônica com o Dr. Eduardo Tiburcio, médico de família no Rio de Janeiro, começa por uma avaliação cuidadosa da dor que persiste por mais de três meses e segue com um plano individual. O plano combina medidas sem remédio, como atividade física orientada e cuidado do sono, e remédios quando necessários, com acompanhamento regular.
Quem convive com dor por muito tempo costuma ouvir que “é da idade”, que “os exames estão normais” ou que “é preciso aprender a conviver”. A dor crônica merece ser levada a sério. Talvez você se reconheça em alguma destas situações:
Em todas essas situações, o primeiro passo é uma avaliação ampla, que olhe para a dor e também para o sono, o humor, a rotina, os remédios em uso e o que a dor tirou da sua vida.
Dor crônica é a dor que persiste ou se repete por mais de três meses. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) reconhecem que, a partir de certo ponto, a dor deixa de ser apenas um sintoma de outra doença e passa a ser um problema de saúde em si, que precisa de tratamento próprio.
A dor aguda tem uma função: avisa que algo está errado e costuma desaparecer quando a causa se resolve. Na dor crônica, o sistema nervoso se altera. As vias que transmitem a dor ficam mais sensíveis, e o cérebro passa a interpretar como dolorosos estímulos que antes não eram. Por isso, um exame normal não significa dor inventada: a alteração pode estar no processamento da dor, e não apenas no local que dói.
A dor crônica raramente vem sozinha. Ela costuma trazer sono ruim, cansaço, perda de força, irritabilidade, ansiedade e tristeza, e cada um desses fatores torna a dor mais intensa. É um ciclo. Tratar apenas um ponto dele raramente é suficiente, e é por isso que o tratamento precisa ser amplo.
Diversos médicos tratam dor crônica, conforme a causa e a complexidade de cada caso. O médico de família tem um papel importante nesse cuidado, porque acompanha a pessoa ao longo do tempo, conhece os outros problemas de saúde e os remédios em uso e consegue organizar um plano que considera a vida inteira de quem sente dor, e não apenas o local dolorido.
O Dr. Eduardo Tiburcio é médico de família e comunidade, com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Medicina de Família e Comunidade, e tem pós-graduação em Cuidados Paliativos, área em que o controle da dor é parte central do trabalho. Quando o caso pede, ele encaminha para outras avaliações e trabalha de forma integrada com outros profissionais de saúde, conforme a necessidade de cada pessoa.
Antes do agendamento, o Dr. Eduardo costuma fazer uma conversa por telefone para entender a sua situação e indicar o formato mais adequado: no consultório, online ou em casa, quando a dor dificulta o deslocamento.
A consulta começa pela escuta. O Dr. Eduardo quer saber onde dói, desde quando, como a dor se comporta ao longo do dia, o que melhora e o que piora. Quer saber também o que a dor tirou de você: o sono, o trabalho, a caminhada, o convívio com a família. Em seguida vêm a revisão dos remédios já usados, dos exames anteriores e o exame físico.
Com essas informações, o plano de tratamento é construído com você. Ele costuma combinar:
O objetivo é que você recupere funcionalidade e qualidade de vida: voltar a caminhar, a dormir melhor, a fazer o que é importante para você. O acompanhamento é regular, para ajustar o plano conforme a resposta. Quando faz sentido, as orientações principais são entregues por escrito, e a família pode participar sempre que você desejar.
A tabela abaixo resume as dores crônicas mais frequentes e as medidas que costumam fazer parte do tratamento. Cada plano é individual e depende da avaliação na consulta.
| Tipo de dor | Como costuma se apresentar | O que costuma ajudar |
|---|---|---|
| Dor na coluna | Dor lombar ou cervical persistente, que piora com posturas mantidas | Movimento orientado, fortalecimento, fisioterapia quando indicada, ajuste de rotina e remédios em períodos de piora |
| Artrose | Dor nas articulações, como joelhos, quadris e mãos, com rigidez ao levantar | Exercício adaptado, controle do peso quando necessário, fisioterapia e remédios conforme a avaliação |
| Fibromialgia | Dor difusa pelo corpo, cansaço, sono não reparador e dificuldade de concentração | Educação sobre a dor, atividade física regular e progressiva, cuidado do sono e do humor, remédios em casos selecionados |
| Dor neuropática | Dor em queimação, formigamento ou choque, como após herpes-zóster ou no diabetes | Remédios que atuam no sistema nervoso, controle da causa e, em casos selecionados, outras opções |
| Dor oncológica | Dor relacionada ao câncer ou ao tratamento dele | Plano de analgesia individual, revisão frequente e abordagem de cuidados paliativos |
| Cefaleia crônica | Dor de cabeça na maior parte dos dias do mês | Identificação de fatores desencadeantes, revisão do uso de analgésicos, sono, atividade física e tratamento preventivo quando indicado |
Na pessoa idosa, a dor mal controlada reduz o movimento, aumenta o risco de quedas e ameaça a autonomia. Por isso, ela também faz parte do acompanhamento do idoso.
É comum a pessoa estranhar quando recebe a indicação de um antidepressivo para tratar a dor. A explicação é simples: alguns remédios dessa classe atuam nas vias do sistema nervoso que modulam a dor, independentemente de haver depressão. Eles são usados, por exemplo, em casos selecionados de dor neuropática, fibromialgia e algumas dores crônicas musculares e articulares.
Isso não significa que a dor seja “psicológica”. Significa que o remédio age em um mecanismo que participa da dor. A escolha, quando indicada, considera o tipo de dor, as outras condições de saúde, os remédios em uso e os possíveis efeitos colaterais, e é acompanhada de perto.
Os medicamentos à base de canabinoides, como os que contêm canabidiol, despertam muito interesse e, ao mesmo tempo, muita informação desencontrada. O Dr. Eduardo avalia essa possibilidade e, quando indicado, prescreve esses medicamentos como parte de um plano de tratamento mais amplo.
O que a evidência mostra hoje é que existe benefício em algumas situações, enquanto em outras a evidência é limitada ou variável. Por isso, os canabinoides não são a primeira escolha para todas as pessoas com dor crônica. A decisão é individual e acontece depois de uma avaliação cuidadosa, que considera:
No Brasil, os produtos à base de canabinoides são regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e exigem receita médica. Produtos obtidos fora desse caminho não têm garantia de composição nem de segurança.
Quando o tratamento é iniciado, o acompanhamento é regular, para avaliar a resposta, observar os efeitos e ajustar ou suspender o uso conforme a necessidade. Os canabinoides não substituem o restante do plano: movimento, sono, cuidado emocional e tratamento da causa continuam no centro do cuidado.
A dor crônica é tratada com planejamento, mas alguns sinais exigem avaliação urgente. Procure o pronto-socorro ou ligue para o SAMU 192 em caso de dor no peito, dor de cabeça súbita e muito intensa, dor nas costas acompanhada de perda de força nas pernas ou de alteração para urinar ou evacuar, dor com febre alta, dor após queda ou trauma, ou uma dor muito diferente da habitual. Na dúvida, não espere em casa.
O tratamento da dor crônica é particular. Quando o plano de saúde prevê reembolso, você pode solicitá-lo conforme as regras do plano. A consulta acontece nos consultórios da Barra da Tijuca e de Botafogo, em casa ou pela consulta online nos retornos, com dia, horário e local combinados pelo WhatsApp. Veja também a página de contato.
É a dor que persiste ou se repete por mais de três meses. A partir desse ponto, ela passa a ser considerada um problema de saúde em si, com alterações no sistema nervoso, e precisa de um tratamento amplo e individual.
Diversos médicos tratam dor crônica. O médico de família acompanha a pessoa ao longo do tempo, considera as outras condições de saúde e os remédios em uso e coordena o cuidado com outros profissionais quando necessário.
Alguns antidepressivos atuam nas vias do sistema nervoso que modulam a dor e são usados em casos selecionados, como dor neuropática e fibromialgia. A indicação é individual e considera efeitos colaterais e interações com outros remédios.
Não. A evidência existe para algumas situações e é limitada ou variável para outras. Os canabinoides não são a primeira escolha para todos, e a decisão é tomada depois de avaliação, considerando outros tratamentos, efeitos colaterais e interações.
Sim. No Brasil, os produtos à base de canabinoides são regulamentados pela Anvisa e exigem receita médica. Produtos obtidos fora desse caminho não têm garantia de composição nem de segurança.
Pode ter. Sonolência, tontura, alteração da atenção e alterações digestivas estão entre os efeitos possíveis, além de interações com outros remédios. Por isso, o uso exige acompanhamento regular, com ajuste ou suspensão quando necessário.
Depende do tipo de dor, do tempo de evolução e da resposta a cada medida. O acompanhamento é contínuo, com retornos para ajustar o plano, e o objetivo é recuperar funcionalidade e qualidade de vida.
Conte pelo WhatsApp onde é a dor, há quanto tempo ela acompanha você e o que já foi tentado. O Dr. Eduardo retorna para entender a sua necessidade e indicar o formato mais adequado. Se preferir, conheça a página inicial, a consulta com médico de família ou as perguntas frequentes.
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